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Witzel pede adesão ao programa de proteção à testemunha

Ex Governador do Rio de Janeiro diz depender de aval para voltar à CPI

Ex-governador do Rio disse que a pasta da Saúde no estado ‘tem dono’ e prometeu revelações em reunião secreta. Ministério dos Direitos Humanos afirmou que não pode informar se o pedido foi acolhido ou não.

O ex-governador do Rio Wilson Witzel (PSC), que era esperado para um novo depoimento na CPI da Pandemia no Senado para um depoimento sigiloso na sexta-feira (9), pediu à comissão a adesão ao programa de proteção à testemunha.

Ao G1, ele confirmou que o pedido se estende aos familiares e disse que só vai retornar à comissão se obtiver a adesão.

“Depende do programa de proteção. Não há como ser diferente”, afirmou.

A solicitação para a entrada no programa foi enviada pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Em nota, a pasta informou que não pode informar “por necessidade de sigilo” se o pedido foi ou não acolhido.

Witzel havia afirmado, em seu primeiro depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito, que uma máfia na Saúde do Rio “tem dono”.

“E eu tenho certeza de que tem miliciano envolvido por trás disso”, afirmou na ocasião.

Na versão do ex-governador, o seu impeachment foi uma das reações do governo federal de sabotagem e perseguição aos gestores estaduais.

Ele também fez críticas ao governo e ao presidente Jair Bolsonaro em relação à montagem de hospitais de campanha, à abertura de leitos, à entrega de equipamentos, como ventiladores pulmonares, à demora para adoção do auxílio emergencial.

Wilson Witzel foi confrontado pelo senador Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, que não é integrante da CPI.

O senador contestou as acusações de Witzel ao governo e atacou o ex-governador, acusando-o de ser responsável por mortes, de mentir à comissão e de usar a CPI como “palanque político”.

Segundo o blog do Octavio Guedes, Witzel teria apontado o senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ) como o nome por trás da Saúde no estado. O parlamentar nega e diz que Witzel é o responsável pelas mortes da pandemia no Rio.

“Esse, sim, é o culpado. E vem aqui e cria um monte de narrativa mentirosa. E eu faço questão de desmascarar porque ele foi eleito mentindo, enganando a população do Rio de Janeiro, e se revelou depois que sentou naquela cadeira de governador”, declarou ao senador.

Flávio e Witzel foram aliados políticos na eleição de 2018, que elegeu o governador. Poucos meses depois, eles romperam. A crise ocorreu depois que Witzel admitiu sonhar disputar a presidência da República.

Fonte
G1

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