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Médica acusada de MATAR pacientes em UTI de hospital em Curitiba vai a Júri Popular por Ordem do TJ-PR

Virgínia Soares de Souza e outros quatro réus, que irão ao Tribunal do Júri, são acusados de antecipar mortes de pacientes do Hospital Evangélico; decisão, desta quinta-feira (27), atende a uma apelação do MP-PR.

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiu, por dois votos a um, que a médica Virgínia Soares de Souza, acusada de antecipar a morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico, em Curitiba, vai a júri popular.

Conforme decisão, tomada pela 1ª Câmara Criminal do TJ-PR, nesta quinta-feira (27), ela deve responder por homicídio doloso.

O TJ-PR atendeu a uma apelação do Ministério Público (MP-PR) que havia recorrido após o juiz Daniel Surdi Avellar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, inocentar a médica e outras sete pessoas, em 2017.

A médica, que era chefe da UTI do hospital, e mais quatro réus, que irão a júri popular, foram acusados de anteciparem mortes de sete pacientes do hospital, considerado um dos maiores da capital, entre 2006 e 2013.

Outros dois acusados no início do processo de participar de suposta quadrilha foram inocentados a pedido do próprio Ministério Público durante a audiência de instrução.

O caso veio à tona em 2013, quando a polícia prendeu Virgínia e outros funcionários da UTI, subordinados à médica. De acordo com a denúncia, eles usaram técnicas médicas para que sete pacientes viessem a óbito, com o objetivo de liberar leitos na unidade.

Os advogados de Virgínia, Elias e Louise Mattar Assad, informaram que “a defesa sempre confiou na Justiça e em todas as provas periciais e testemunhais do processo que indicaram inexistência de fato criminoso e irá recorrer em todas as instâncias”.

Segundo a defesa, “a médica é inocente e em toda a sua carreira tomou decisões baseadas em literatura”.

Na decisão de 2017, ao inocentar os acusados, o magistrado considerou que as provas apresentadas pelos promotores não eram conclusivas quanto a culpa dos réus.

O juiz disse ainda que as testemunhas de acusação se mostraram confusas e deram depoimentos contraditórios e nebulosos. O Ministério Público do Paraná registrou apelação sobre esta decisão do juiz.

Julgamento da apelação

O julgamento da apelação do Ministério Público começou no dia 22 de abril. O desembargador relator votou por reverter a decisão de primeiro grau, e mandar a médica e outros cinco réus ao Tribunal do Júri por homicídio qualificado.

Depois, um segundo desembargador votou por manter a decisão anterior e absolver os acusados.

Com o caso empatado em um voto a um, o desembargador Miguel Kfouri pediu vista. O julgamento foi retomado nesta quinta-feira, com o voto dele, de desempate.

Kfouri decidiu manter pronúncia de Virgínia e mais quatro réus. Ele também decidiu decretar prescrição do crime de quadrilha e retirar as qualificadoras motivo torpe e impossibilitou defesa das vítimas , meio cruel.

Com isso, o relator do caso, desembargador Antonio Loyola, que já tinha votado também pela pronúncia dos réus, pediu vista para avaliar melhor a questão das qualificadoras.

O julgamento deste caso deve ser retomado no dia 10 de junho apenas para definição se serão julgados pelo crime de homicídio simples ou qualificado.

Por incrível que pareça existem casos similares no Brasil ao qual o governo fecha os olhos. A Planet News esta investigando 5 casos e em breve irá revelar tudo o que apurou. desde políticos envolvidos em exploração de idosos a venda de sentenças em favor de réus com participação em crimes de forma comprovada.

A saúde de nosso pais esta cada vez mais caótica.

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