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Educação de Araruama anuncia ‘greve pela vida’

Profissionais da Educação em Araruama, disseram através do sindicato que representa a categoria, que não voltarão às escolas enquanto não forem vacinados contra a Covid-19. Em assembleia virtual, realizada na quinta-feira (4) decidiram entrar em greve a partir de 8 de fevereiro, data que está marcada para o retorno das aulas presenciais.

A prefeita Lívia de Chiquinho (PP) disse que cerca de 90% dos profissionais da educação já se apresentaram para o retorno e todos farão exames para retornar com segurança.

O Sindicato argumentou, em nota, que “a retomada do município traz dados desconexos da realidade”. Porém, a prefeita afirmou que toda a avaliação é feita pela equipe da Saúde, formada por pessoas capacitadas para estudarem a situação.

Lívia disse que houve queda na ocupação de leitos na última semana e é esse o dado usado para determinadas atividades serem liberadas.

“É muito preocupante que os estudantes já estejam há um ano fora das salas de aula. A educação é fundamental para o futuro das nossas crianças. Nós temos que nos mobilizar”, disse a prefeita.

Lívia disse ainda que, sobre a vacinação, “não adianta a gente sonhar, a gente tem que lidar com a realidade”.

A cidade recebeu, na primeira remessa da CoronaVac, quantidade para vacinar apenas 800 pessoas, o que não representa sequer 1% da população araruamense.

O Sindicato dos Servidores Municipais de Araruama (SSMA) disse que os profissionais da Educação não voltarão às aulas presenciais antes de serem vacinados.

A categoria decidiu em uma assembleia virtual, que entraria em “greve pela vida”.

“A Prefeitura de Araruama, contrariando a maior parte dos estudos científicos presentes no mundo, decidiu pelo retorno presencial das escolas já na próxima segunda-feira (8) de alunos do Fundamental II e EJA. O município, porém, ainda está no estágio moderado de controle da pandemia, conforme dados disponibilizados pela própria prefeitura, ou seja, bem distante do que a Fiocruz considera o ideal para o retorno escolar presencial.

Portanto, frente à negligência da Prefeitura para com as vidas dos servidores, cidadãos e cidadãs araruamenses, os profissionais da educação decidiram deflagrar greve pela vida por tempo indeterminado, exigindo como condições para o retorno presencial que os profissionais da educação sejam vacinados e que todas as medidas sanitárias sejam efetivamente realizadas; garantindo, assim, segurança para a saúde de todos e todas.

Essa greve, porém, se refere apenas às atividades presenciais, possibilitando que o servidor continue a trabalhar de maneira remota (online), como aconteceu durante a maior parte de 2020”, disse o sindicato em nota.

Fonte
A Tribuna

Planet FM

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